Nasceu em Beberibe, 21 de outubro de 1885, filho de Gustavo Francisco de Queiroz e Francisca Fernandes Araújo. Iniciou-se no jornalismo, colaborando em “A República”, órgão oficial; passou, depois, para a oposição ao governo estadual, como redator do “Jornal do Ceará”, mantendo diariamente a coluna humorística Olho na Rua. As críticas que fazia ao Governador Nogueira Acióli lhe valeram violenta surra, aplicada por soldados de polícia à paisana, em 21/12/1908. Passou um tempo no interior do estado, mas logo demandou o Rio de Janeiro, tornando-se o discípulo dileto. de Alcindo Guanabara, que lhe deu um lugar em seu jornal “A Imprensa”. Trabalhou com Quintino Bocaiúva. Fundou a Agência Brasileira de Notícias e exerceu a função de redator de debates do Senado Federal. Fundou as revistas literárias “Pan” (1924) e “O Espelho” (1930). Publicou: Poesia Perdida (1951) e Sinfonia Negra (1946). Morreu no Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1953. Patrono da cadeira n° 4 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro.
AF