Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense
Filho mais velho do Desembargador Manoel de Souza Garcia, fallecido com 80 annos em Fortaleza em Outubro de 1907, e de D. Angélica de Souza Garcia, nasceu em Fortaleza a 23 de Novembro de 1864.
Bacharel em Direito pela Academia de Recife em Abril de 1886, foi o primeiro cargo, que desempenhou na magistratura da Província, o de Juiz municipal e de orphãos do Termo de Pacatuba.
Prestou optimos serviços ao movimento abolicionista e á política republicana do Estado como orador e como redactor do jornal Libertador.
Membro influente do Club Litterario, de Fortaleza, foi um dos redactores da Quinzena, na qual escreveu, entre outros, um trabalho sob o titulo A mulher Cearense.
Exerceu por algum tempo o logar de substituto do Juiz Seccional no Ceará (nomeação de 14 de Novembro de 1890), que deixou para acceitar o de Chefe da Policia no Estado do Amazonas, posteriormente o de Desembargador e de novo o de Chefe de Policia após a destituição do governador Fileto Pires, cargo que abandonou para entregar-se á advocacia.
Redigiu com outros quando acadêmico a Voz do Povo e o Jornal da Tarde.
Voltou a occupar um dos logares na Relação de Manaus.
Segundo 1001 Cearenses Notáveis
Grafado como Abel GARCIA
Nasceu em Fortaleza, 23 de novembro de 1864, filho de Manoel de Souza Garcia (desembargador) e Angélica de Souza Garcia. Bacharel em Direito pela Faculdade de Olinda e Recife, ingressou na magistratura e foi Juiz Municipal e de órfãos em Pacatuba e Substituto do Juiz Seccional no Ceará; em Manaus, foi chefe de Policia do Amazonas e desembargador. Abolicionista, orador, jornalista (“Libertador”, “Voz do Povo”, “Jornal da Tarde”, “Quinzena”). Pertenceu ao Clube Literário.