HG

Biografia

Heraclito de Alencastro Pereira da Graça

1837–1914

Dr.
3 min de leitura 544 palavras

Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense

Nasceu na cidade do Icó a 18 de Outubro de 1837 e é filho do Dr. José Pereira da Graça, Barão do Aracaty, e de D.a Maria Adelaide da Graça.

Não é, portanto, Maranhense como suppôl-o Candido de Figueredo.

Formado em direito na Faculdade do Recife em 1856, foi para o Maranhão acompanhando o pae, que ia tomar posse do logar de Desembargador da Relação d'alli.

No Maranhão deram-lhe a promotoria publica da Capital, S. Bento e Itapicurú-mirim, e entrando nas lucras da politica foi por vezes deputado provincial e redigiu com Vieira da Silva, Gomes de Castro e outros A Situação, jornal que, como refere Joaquim Serra, Sessenta annos de jornalismo, pag. 60 “defendia seu partido com paixão, porém, com dignidade e elevação de linguagem, variando os assumptos e apreciando não só a politica da província, como a do paiz, e em que pelo atticisco e cristalino da phrase eram os artigos do Dr. Heraclito Graça os que mais se distinguiam na polemica”.

Voltando ao poder em 1868 o partido a que pertencia, e que era o conservador, foi eleito deputado á assembléa geral para a legislatura de 1869-72 e, dissolvida ella, presidente da província de Parahyba.

Reeleito deputado para a legislatura de 1872-75 como o foi também para a seguinte, que o Dec. 6880 de 11 de Abril dissolveu, foi mandado governar o Ceará por Carta Imperial de 18 de Setembro de 1874 e aqui chegando tomou posse da administração a 23 de Outubro, deixando-a a 1 de Março de 1875 ao Vice-presidente Dr. Esmerino Gomes Parente para embarcar para o Rio onde o chamavam os trabalhos legislativos.

Na sua administração foi que se installaram no Ceará as l.as mezas de exames preparatórios.

Fez parte dos defensores da abolição promovida pelo gabinete Rio Branco e foi muito activo na tribuna promovendo o projecto eleitoral, que se converteu em. lei com a adopção da representação das minorias.

O Dr. Heraclito Graça reside na Capital Federal no exercício de sua profissão de advogado. Faz parte da Academia Brasileira desde Julho de 1906, do Instituto do Ceará e da Academia Cearense.

Publicou, quando estudante, varias poesias em jornaes do Recife; é autor de alguns juízos críticos sobre obras jurídicas e literárias; collaborou na Revista jurídica; foi correspondente do Maranhão para o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro e tem dado á luz muitas memorias sobre questões jurídicas. Referem alguns de seus Íntimos que tem concluído obras de valor sobre assumptos linguisticos, literários, históricos e jurídicos, que ainda não julgou opportuno publicar. Fala-se sobretudo num Diccionario evolutivo da lingua portuguesa e numa collecção de palavras e phrases antigas, colhidas cuidadosamente nos clássicos, foraes, íeis e documentos primitivos, additando cerca de 15.000 vocábulos a Viterbo, .que apenas deu noticia de 6.300.

De seus profundos conhecimentos em philologia e linguistica é prova a discussão brilhante por elle travada nos jornaes do Rio em 1903 com o professor Candido de Figueredo. Esses valiosos artigos, publicados sob a epigraphe Notações filológicas, foram reunidos em livro de 477 pp. com o titulo Factos da linguagem, Rio de Janeiro, Livraria de Viuva Azevedo e C.a editores, 33 rua de Uruguayana, MCMIV.

Falleceu a 16 de Abril de 1914.

Desempenhava de ultimo as funcções de Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo 1001 Cearenses Notáveis

Grafado como Heráclito de Alencastro Pereira da GRAÇA

Nasceu em Icó, 18 de outubro de 1837, filho de José Pereira da Graça (Barão do Aracati) e Maria Adelaide da Graça. Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife (turma de 1856). Morou no Maranhão: foi Promotor Público em São Luís, São Bento e Itapecuru-Mirim. Foi Deputado Provincial por várias legislaturas. Deputado à Câmara Geral (1869/1870 e 1872/1875). Redigiu “A Semana juntamente com Vieira da Silva e Gomes de Castro. Presidiu as províncias da Paraíba (1872) e Ceará (1874/1875), tendo instituído os preparatórios no regime escolar cearense. Abolicionista: Autor do projeto de lei que estabeleceu a representação das minorias políticas. Colaborou também em revistas culturais e acadêmicas de Pernambuco, como na “Revista Jurídica”; correspondente do “Jornal dó Comércio”, do Rio de Janeiro, na capital maranhense. Advogado. Poeta, crítico literário, filólogo e jurista. Reuniu em livro, Fatos da Linguagem - as Notações Filológicas que publicou no “Correio da Manhã”, contestando assertivas de Cândido de Figueiredo. Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Sucedeu a Pedro Rabelo (cadeira n° 30, patrono: Pardal Mallet) da Academia Brasileira de Letras. Patrono das cadeiras n° 12 da Academia Cearense de Letras e a de n° 19 da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro.

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