Segundo Diccionario Bio-bibliographico Cearense
Filho de Carlos Augusto Peixoto de Alencar e natural de Fortaleza, nasceu a 18 de Setembro de 1841.
A 4 de Fevereiro de 1865, com seu irmão Napoleão Peixoto de Alencar, offereceu-se para marchar para a guerra contra o governo do Paraguay, e 4 dias depois no jornal Pedro II publicou proclamação enthusiastica convidando os seus patrícios para, com elle, defenderem os brios nacionaes.
José Martiniano disputa a Israel Bezerra (veja-se esse nome) a honra de ter sido o primeiro cearense que sc alistou como voluntário, sendo acceito seu patriótico offerecimento pelo presidente de então Conselheiro Laffayete Roiz Pereira; percorreu o districto da Capital e a Serra de Baturité e fez acquisição de um grande numero de companheiros incendidos, como elle, em generoso amor pátrio.
A 5 de Abril de 1865 embarcou co'm o 1.o corpo íe voluntários, que receberam na occasião da partida uma bandeira offerecida pelas senhoras cearenses.
No theatro da guerra de sua fé de officio consta o seguinte: Passou o Paraná para o território Paraguayo a 16 de Abril de 1866. Assistiu aos combates desse dia, e ao de 17 do mesmo mez, junto ao forte de Itapirú. Assistiu ao combate de 2 de Maio, no qual teve na parte dada por este corpo a seguinte informação— Este official era o porta bandeira e mostrou com que valor sabia sustentar a bandeira, que suas comprovincianas lhe tinham entregado na occasião de partir do Ceará este corpo.—Assistiu á passagem do Estero Bellaco a 20 do citado mez de Maio, e á batalha de 24, na qual foi ferido e baixou ao hospital de sangue na mesma data.
Em virtude da ordem do dia do Quartel General do Commando em chefe do Exercito, sob n.o 125, de 5 de Fevereiro de 1867, foi excluido a 14 de Outubro do mesmo anno, por ter seguido para o Brasil.
Regressou ao Ceará a 27 de Setembro de 1866.
Por Dec. de 17 de Agosto de 1866 foi condecorado com a venera de Cavalleiro da Ordem de Christo, e a 8 de Maio de 1867 nomeado Alferes honorário do exercito.
Em 1862 serviu, gratuitamente, como praticante da Secretaria do governo por 8 mezes.
Por acto de 16 de Novembro de 1867 foi nomeado
Alferes do Corpo de Policia. A 7. de Outubro de 1869 pediu e obteve exoneração do dito posto.
Foi deputado provincial no biennio de 1882 a .1883.
Em 1899 foi nomeado Tenente-Coronel Commandante do Batalhão de Reserva de Fortaleza.
Por Dec. de 10 de Novembro de 1898 foi nomeado 1.o supplente do Juiz substituto Seccional da circumscripção de Porangaba, onde continua a residir.
Em Novembro de 1889 a Republica Argentina o agraciou pelos serviços prestados na guerra contra o Paraguay.
Segundo 1001 Cearenses Notáveis
Grafado como JOSÉ Martiniano Peixoto de ALENCAR
Nasceu em Fortaleza, 18 de setembro de 1841, filho de Carlos Augusto Peixoto de Alencar. Com o seu irmão Napoleão, deu início ao alistamento de voluntários cearenses para a guerra do Paraguai, tendo publicado artigo no jornal “Pedro II” conclamando os jovens conterrâneos para-fazer o mesmo e defender a Pátria ameaçada. Na capital e nas circunjacências até Baturité conseguiu aliciar bom número de rapazes dispostos a seguirem para os campos de batalha; embarcou com os companheiros, formando o 1° Corpo de Voluntários do Ceará, em 5104/1865, tendo recebido como incentivo uma bandeira nacional das mãos das senhoras da província. Participou dos combates no forte de Itapiru e em Estero Belaco, onde foi ferido e hospitalizado. Condecorado com a vênera de Cavalheiro da Ordem de Cristo, recebeu o título honorário de Alferes e em. 14/10/1867 foi excluído do serviço do Exército. Agraciado pela República Argentina pelos serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Exerceu mandato de Deputado Provincial no biênio 1882/1883. Em 1899 foi nomeado Tenente-Coronel Comandante do Batalhão de Reserva de Fortaleza. Foi Juiz Substituto Seccional da circunscrição de Porangaba.