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O Nordeste
Março de 1942, página 100 · 26 trechos transcritos
Manchetes desta página
- A guerra submarina iniciada pela fúria cesta oriental dos Estados Unidos vem criar uma série de dificuldades, vez alarmantes. Pondo, as consequências particulares da repercussão marinha mercante, a considerar representa a economia interna e a expansão comercial a falta de intercâmbio marítimo com os Estados Unidos.
- Nós, Nordeste, a contar com o colapso das fontes produtoras de matérias-primas, vez que a América é o grande mercado para estoques de mercadorias, é a América do Norte o maior fornecedor de trigo que fabricamos o pão e a totalidade do combustível que acionamos as máquinas e iluminamos as casas.
- Avalie, não acontecendo a vida nordestina vir privada, a momento, desse alimento e adquirindo é o pão e o carburante precioso que é a gasolina.
- Rebentar a guerra na Europa enchemo-nos de apreensões ao pensar no desfalque provável que iria atingir o movimento de exportação.
- Entretanto, graças à América do Norte, exportámos e vínhamos fazendo épocas normais e, no Ceará, vimos o índice da balança comercial atingir cifras inimagináveis.
- Sucedendo a importação, julgavam os entendidos que as rendas aduaneiras decresceriam fatalmente, mas reais, lã, couros, peles e produtos agrícolas não podem ser exportados à falta de navios.
- O país, não se dignou solidarizar-se com as nações americanas, para não ferir susceptibilidades totalitárias, acha-se, querer, incluído entre as vítimas do nazismo.
- A América livre e ferida, país exportador que tem preponderante é o intercâmbio comercial.
- Nós, cearenses, encaramos, também o futuro próximo com receio.
- O Estado exportador, precisando colocar no estrangeiro produtos básicos, fica assim igualmente dependente da navegação marítima.
- Se faltarem navios, seremos forçados a armazenar, na esperança de que as mercadorias valiosas, a cera, o óleo de cica, peles, couros, rum, algodão, etc., pouco possam produzir.
- E a paralisação do comércio exterior verificará a falta de numerário, o decréscimo das rendas públicas, a paralisação dos negócios e o colapso da estrutura econômica.
- Em qualquer ponto de vista que encaremos, é de interesse que continue a navegação para a América do Norte.
- O afundamento dos submarinos traiçoeiros totalitários realiza um golpe não só na marinha mercante dos Estados Unidos e países americanos, mas um atentado covarde à existência pessoal, contra a vida econômica e a organização social.
- A ausência da navegação europeia, entretanto, foi contrária aos interesses de todos os homens de formação.
- Passamos a ter, só consciências poluídas ou infetadas pelos Estados Unidos e a nostalgia da subserviência à Europa era como se não existisse em nós.
- As cenas de barbarismo que a guerra vinha provar representam um terpedem-americano que bastava às mentes totalitárias.
- E se fôssemos um povo de mentalidade egoísta, pouco teríamos importado dos sucessos europeus, vez que, do ponto de vista cultural, material, comercial e econômico, a Europa precisava de nós e não nós da Europa.
- O dever de solidariedade humana, próprio das nações e homens formados, prevaleceu sobre os nossos próprios interesses, e daí a raiva do 'eixo' e o alastramento da guerra até o hemisfério.
- Este acontecimento perturbou, como não seria de duvidar, a organização econômica das Américas.
- Argentina, em telegrama enviado, chama aos armazéns abarrotados de reserva e ajuda a viver.
- Uma embarcação posta a pique nas costas americanas é uma punhalada à liberdade de viver, e só monstros poderiam aplaudir tais medidas.
- A franquia das rotas marítimas é para nós uma questão vital, devendo ser olhados os inimigos que a perturbam, em atos, palavras e até no pensamento.
- A hora passa, e atos, palavras e todos os pensamentos que não tenham como alvo o Brasil significam inimizade e traição.
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- Nota social 16 de Março de 1847 - Surge o jornal 'Íris Cearense'