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O Nordeste

Dezembro de 1949, página 38 · 18 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • NOTAS VIAGEM (Especial Nordeste) Padre José Edilson Silva
  • Padres e seminaristas gozavam da possibilidade de poderem cruzar o Atlântico. A cidade tem aspecto agradável, clima ameno e história.
  • Lá existe a capela onde rezou Cristóvão Colombo antes de partir da Espanha para descobrir as Américas. Foi em Las Palmas que partiu o General Franco para libertar a Espanha do jugo comunista.
  • A catedral é um templo amplo, estilo colonial, do século XVII. As colunas internas são cilíndricas, não grossas, sobem eretas até o teto e lá se ramificam em forma de copa de palmeiras (Las Palmas).
  • A Padroeira é de proporções, representando a Virgem Sacra, pintado por Rodrigues Louzada. Foi em Las Palmas que pela primeira vez vi Mouros, vestidos com longas túnicas brancas e turbante à cabeça; em geral são muçulmanos fanáticos.
  • A diretoria da Sociedade de Defesa da Lepra faz, por intermédio, um apelo à família cearense, para enviar donativos de Natal para as crianças do Educandário Eunice Weaver, de Maracanaú.
  • Os padres gozavam de regalia e cortesia. A animação era bastante. Os padres e seminaristas reuniram-se à popa do navio, à luz do luar, para palestrar.
  • Era companheiro inseparável o artista argentino Plínio Brianski, que ia trabalhar no Teatro Scala de Milão. Alegre, jovial, verdadeira alma criativa, Plínio divertia-se.
  • Às 11:45 do dia 25 passamos a linha do Equador. Houve então uma cerimônia interessante: os neófitos e regais passageiros tomaram champagne.
  • É um costume fazerem batizar a quem cruza o Equador pela primeira vez, com o nome de Netuno; o deus do mar. É preciso colher sal e banho em piscina, e recebe-se o nome de peixe. Os padres, freiras e seminaristas, porém, foram dispensados da cerimônia.
  • Às 14 horas, do dia [data não especificada] passamos o Rochedo de São Paulo, pedra arredondada emergindo das águas, com um farol fosforescente. Era o último pedacinho do Brasil que víamos.
  • À tarde do dia 29 começamos a avistar terra: eram as Ilhas Canárias pertencentes à Espanha. Às 20:30, o navio ancorava no cais do porto de Las Palmas, Capital do Arquipélago.
  • Os trabalhadores soviéticos não são livres
  • Grã-Bretanha retivemos haver número de greves não reconhecidas. É tendência deplorável que traz lição salutar aos sindicatos.
  • As greves não oficiais são severas e minadas pelo Código Penal Soviético.
  • Os cais do porto espalham numerosos vendilhões de miçangas, canarinhos, bonecas de tipos e tamanhos, lindos estofos de seda e rendões, estampando caprichosos desenhos representando aspectos regionais.
  • Informaram que a vida nas Canárias é cara, reflexo da situação difícil que está passando a Espanha.

Anúncios, notas e expediente

  • Nota social Apelo da Sociedade de Defesa da Lepra para doações de Natal
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