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Correio do Ceará

Fevereiro de 1979, página 78 · 11 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • Enfarte mata Gama e Silva, ex-Ministro da Justiça
  • Professor Gama Silva havia saído de casa pela manhã, fazia normalmente sua advocacia na Avenida Paulista, e se dirigiu ao almoço no Automóvel Clube. Vítima de enfarte, não houve tempo para atendimento.
  • Para a família, sua morte foi completamente inesperada. O ex-Ministro não tinha nenhum problema de saúde nos últimos meses.
  • O sepultamento será às 11 horas, no Cemitério Gothaseman.
  • O filho, Luiz Antônio de Gama Silva, afirmou que o pai nunca se arrependeu de ter assinado o AI-5, mas mostrava-se magoado com aqueles que apontavam o único responsável pela verdade.
  • O ex-Ministro achava que era uma vantagem, pois não era responsável pelo cargo que ocupava.
  • O deputado Freitas Nobre declarou: 'Prefiro vê-lo decido, quando se posicionava contra a ditadura'.
  • O deputado Israel Pinheiro (MDB-MG) afirmou que o ex-Ministro da Justiça foi o principal responsável pelos malefícios da violência que se praticaram contra milhares de criaturas, com fundamento nos dispositivos do AI-5.
  • O deputado Vainderlei Maciel afirmou: 'É muito difícil falar a respeito de um homem que deixa a vida. Gama Silva foi um homem público, deixou um legado'.
  • O deputado Armando Pinheiro afirmou que, como aluno da USP, viu Gama Silva como um excelente professor. Lembrou que, quando estudante, o ex-ministro foi diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
  • O ministro da Justiça viveu um momento ingrato, a crise institucional foi editada pelo AI-5.
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