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Correio do Ceará

Maio de 1979, página 349 · 7 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • CHUVAS E CHUVAS... Decididamente, volto a dizer; o outono invadiu. Quem poderá julgar-se, a esta altura, informado a respeito? Vejo boletins de precipitações pluviais, colhidos pelo Governo do Estado. Não podemos esconder, o mês de abril, nos deu grandes surpresas em matéria de chuva... Só chove mesmo, em Urquê, distrito de Quixaramobim, onde Zé Lito tem açudes... secos. Fazenda Umari, certamente vão melhorar; tornar-se-á pasto, e o nível do açude, pensemos.
  • A volta do funcionamento do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana significa um passo irreversível na marcha à plenitude democrática, aspiração nacional e meta declarada e reiterada do Governo Figueiredo.
  • O Conselho deve ser lembrado não foi idealizado com o objetivo de ser, como o próprio nome indica, a defesa dos direitos humanos - tema, envolvido em auréola de demagogia irresponsável, viesse a ganhar a enorme publicidade dos tempos. Característica essencial do Conselho - também é de ressaltar - é que o legislador não se preocupou com a pompa e a circunstância da sua composição, mas que estivesse aparelhado e composto por homens representativos e justamente motivados para a nobre tarefa de analisar casos de violações de direitos e garantias individuais asseguradas pelas Constituições democráticas.
  • Posto o esquecimento da fase de excepcionalidade dos últimos anos, na transição para a democracia, o CDDPH retorna ao cenário para cumprir o seu papel. A nação saúda o retorno dos homens de vontade que acreditam na sua eficácia. O Governo comprometeu-se, internacionalmente, com o seu funcionamento efetivo.
  • Lamentavelmente, porém, há uma sombra, uma ausência a tingir a intolerância e insensatez da volta do Conselho à vida normal. Caprichos políticos disfarçados de zelo cartorial e detalhe de estrutura, resolvem a oposição, pressionada por setores radicais e descompromissados com a abertura política, abster-se de comparecer à reunião. O argumento é tão primário que custa crer tenha sido adotado por figuras respeitáveis, e cuja experiência não pode ser questionada.
  • A não participação marca uma atitude de flagrante contradição. Um partido que pretende arvorar-se a bandeira dos direitos humanos no país, simplesmente cruza os braços na hora em que se reúne o Conselho que tem a precisa missão de zelar por eles.

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