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O Nordeste

Julho de 1922, página 56 · 22 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • UMA PÁGINA TRISTE As inundações no Ceará em abril deste ano Estampando em sua edição de 5 do corrente, sob vistas da cidade do Aracati por ocasião da inundação de abril último, o «Jornal do Recife», conceituado órgão que se publica na capital pernambucana, sob o título «Uma página triste» e o subtítulo «As inundações no Ceará em abril deste ano», escreveu as linhas seguintes: «Belo e suntuoso, a encantar o Brasil com a sua beleza natural, todavia o Ceará tem as suas páginas tristes assinalando o martírio de seu povo, em várias épocas. Dizem que ele surgiu, formoso e poético, para ser o mártir dos contrastes da Natureza mãe. Os tempos assinalam o que têm sofrido os cearenses. A fome, a seca e ultimamente a inundação formaram a tortura daquele povo. A sua beleza decantada pelos poetas, a sua forma encantadora descrita pelos estilistas, o seu todo a recordar a Iracema idealizada pela pena de José de Alencar se perdem de vista quando um dos horrores mencionados age no elegante Estado Nordestino. Quando a fome visitou lugubremente o Ceará, diz-nos a história na frieza branca de sua sinceridade, aquele povo, que é nosso irmão, morria nas ruas, nas praças, esquinas e nos lares. Foi um dos mais monstruosos espetáculos que a Natureza apresentou no seu enormíssimo cenário. Um povo morrer de fome, implorando a piedade dos céus, é dolorosíssimo, infinitamente doloroso! Crianças pedindo pão, mulheres perdendo a força do sustento, homens fortes desanimados vendo a prole desaparecer na grande catástrofe, e, não há dúvida, a verdadeira, senão a mais legítima dor universal. Há povos de páginas tristes, há nações talhadas para o infortúnio, há a Itália da arte com os seus vulcões perigosos, há o Chile com os seus terremotos moderados; porém, o Ceará, o lindo Ceará do Brasil, tão pequenino e formoso, tem as maiores dores que a História registra. Os seus dias de fome ainda hoje trazem lágrimas. Houve depois a seca dominadora, devastando tudo com um ímpeto de tufão. Os cearenses foram obrigados ao êxodo e se viram proscritos dentro da própria pátria, longe igualmente, o faço com o pseudônimo de Teobaldo dos Anjos, mas assim procedendo unicamente na seção «Quadro Cearense» em que procuro focalizar originalidades da vida sertaneja cearense, como subsídio para o estudo dos costumes do Ceará. O Sr. Jader de Carvalho equivocou-se dando-me a autoria do artigo que «O Norte» publicou em o seu nº 188 (edição de 14 de junho próximo findo) e subordinado ao título — «A luta pela vida literária do Ceará», houve precipitação desse senhor julgando-me o autor de «Sem fé», quando sou, em corpo e alma, o «Dos Anjos», como ele o chamou. Não posso absolutamente assumir a responsabilidade de outrem que, procurando talvez traçar a correção, como reflexivamente acontece, recolheu um pseudônimo diferente, mas para do — quanta sofre um povo mortal — tive de receber a insólita agressão que, seja dito de passagem, sobra ser extemporânea, foi brutal e grosseira. O Sr. Jader de Carvalho foi precipitado, repito, ofendido em que bons sentimentos não teve a calma precisa para indagar da verdade e não caiu de repente sobre o inofensivo «Remédio dos Anjos». A fim de que não fique sem um protesto o inopinado ataque sofrido por mim, nesta data dirijo ao Sr. Dr. Filoncarão Alexandrino, no Rio, uma carta, pedindo esclarecimentos sobre o aborrecido caso, a qual data me aqui transcrevo. É a seguinte: «Quixadá, 12 de julho de 1922. «Meu ilustrado amigo e colega Dr. Filoncarão Alexandrino, Diretor de «O Norte» — Rio. «A bem da verdade e para desmanchar um equívoco existente aqui e que me tem aborrecido bastante, preciso que meu amigo declare, pelas colunas da revista «O Norte». «A quem é seu digníssimo diretor-proprietário. «Que o autor («Teobaldo dos Santos») do artigo «A luta pela vida literária do Ceará», estampado n'«O Norte» o nº de 15 de junho próximo findo, é o mesmo que colabora nessa revista semanalmente e assina o pseudônimo de «Teobaldo dos Anjos». Há poucos dias fui injustamente atacado pela vítima direta do artigo em questão — o Sr. Jader de Carvalho, e não posso e não devo aceitar as ofensas por ele irrogadas à minha pessoa que não tem a mínima parcela de responsabilidade dos conceitos exarados no aludido artigo. «Peço a bem de sua dignidade de homem público e de jornalista que faça uma declaração sincera e categórica, desmanchando esse lamentável equívoco em que figura o meu nome injustamente. «E, para melhor clareza de sua parte, faça um retrato do ramal que editou o injusto ataque contra Teobaldo dos Anjos, logo ferindo a minha pessoa. «Certo de que aclarará essa dúvida, meu conforto e o conforto do amor interessado no caso do Sr. Jader de Carvalho, fico aguardando a sua palavra. «Permaneço seu amigo e culto e grato. Etc. E assim, Andrade, espero que o «O Norte», sempre tão justo, esclareça o estranho caso e possa o Sr. Jader de Carvalho se convencer de sua precipitação, agindo como quem preza o conhecimento de vistas e, não enveredando mais por estradas erradas, dar-me descanso em meu «Auto de fé». Para a publicação deste, fica agradecido o meu velho amigo. Eustábio de Souza
  • do seu Ceará amado. Eram flagelados e por aqui apareceram de leva em leva, famintos, esfomeados e queimados torturosamente do sol. Foi uma nova página de dor que escreveram com o seu próprio martírio. A seca devastou tudo: o homem, o lar, a boiada, muitas esperanças e numerosos futuros. Quando passou o flagelo, os que não morreram voltaram à terra querida. A Natureza deu esperanças novas, animou os infortunados e o Ceará renasceu para uma nova vida, sob o influxo poderoso da vontade invencível de seu povo. Em abril, porém, surgiu o terceiro mal: a inundação. Choveu demais, choveu a cântaros dias seguidos, produzindo uma cheia em miniatura. Aracati, um pedaço artístico do Ceará, foi o ponto concentrador das águas. A inundação não respeitou a sua beleza natural, nem as preces, nem as lágrimas, nem os gritos inocentes de criancinhas. Invadiu a Aracati por todos os lados, afugentando a população. Foi maior que a de 1917. Novo exílio dos cearenses, dessa vez, porém, para as cidades irmãs. Pelas fotogravuras que estão espalhadas nesta notícia, verá o público o que sofreu a pequena e linda cidade. As famílias fugiram loucas em busca de salvação, a água estragou plantações e propriedades, dominando as ruas e os socorros chegaram tarde, porém, evitaram um mal maior. Os quadros nesta notícia distribuídos dizem o que foi o horror sofrido. A inundação foi a terceira fase de tortura e horror para a terra poética de Iracema. Felizmente, foi a menos impetuosa e menos devastadora. A fome e a seca hospedaram-se em todo o Ceará e aninharam-se depois às portas de Fortaleza. A inundação de abril último centralizou-se em Aracati e ali distribuiu os malefícios de que se fez mensageira. Ilustram esta notícia quatro aspectos da rua do Comércio, um da rua da Parada e outro da rua do Apolo.
  • O RELÓGIO DA PREFEITURA Não poucas pessoas nos têm pedido reclamemos contra o desacordo em que se encontra o relógio da prefeitura com o da Estrada de Ferro. Este está adiantado daquele em cerca de dez minutos. Daí resulta, simplesmente, que muita gente, fiada na hora da prefeitura, porque geralmente se regula a população, perde os trens na Estação Central porque, quando chega ali, já têm eles partido há minutos. O relógio da Estrada de Ferro marca a hora legal enviada do Rio. Não deve competir, pois, a ele harmonizar-se com o da prefeitura, que, como todos sabem, anda sempre às tontas. Levando essa reclamação ao conhecimento do prefeito, pedimos providencie no sentido de que o relógio da prefeitura regule de acordo com o da Estrada, para evitar prejuízos à população.
  • Registro forense O Sr. Teófilo Gurgel Valente, proprietário da «Usina Gurgel», está sendo acionado por seu cunhado e ex-sócio, Sr. José Gladstone Cavalcante, para pagar-lhe a soma de quatrocentos e tantos contos de réis. Esta ação corre no juízo da 1ª vara desta capital tendo sido distribuída ao escrivão Alexandrino Diógenes. O réu será defendido pelos ilustres advogados Dr. José Victor Ferreira Nobre e José Ives de Carvalho; e o autor é patrocinado pelo probo e ilustrado Dr. José Carlos de Matos Peixoto, professor de nossa Faculdade de.
  • Entradas da Exposição O pequeno Antero de Castro Soares, filhinho do Dr. Antero Soares, ilustre engenheiro da Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, ofereceu-nos 20 entradas da Exposição, para a Santa Casa desta capital.
  • Irregularidades no tráfego dos bondes da Light É irritante muitas vezes, a irregularidade dos serviços dos bondes da Light, principalmente aos domingos. Das 15 ou 17 horas em diante, os veículos quase que não obedecem mais a horário certo, o que se nota especialmente com relação aos que trafegam na da Estação e do Benfica. Até vezes, as passageiras esperam, na Praça ou no ponto final, vinte ou trinta minutos por um bonde do Benfica, para citar um exemplo de ontem, podemos afirmar que o bonde que devia sair às 18h20, do final daquela linha, só o fez às 18h15, com justo desapontamento dos moradores do bairro. A quem atribuir a responsabilidade de tamanha atraso? Não sabemos que culpa cabe aos empregados, talvez inocentes. Do que não são irresponsáveis é do seguinte: Sábado, o bonde do Benfica, que fez 18h05 no ponto, não esperou, no desvio, pelo do lado, que sai da Praça às 18 horas. O resultado é que se encontraram entre a Praça de Pelotas e a Fundição Cearense. Mas entendeu cada motomeiro que só o outro é que devia retroceder, e, devido a esse capricho, estiveram o veículo parado cerca de 10 minutos. Chamamos para essas irregularidades a atenção do ilustre Sr. Scott, gerente da Light.
  • UM TELEGRAMA SOBRE O CASO LAVRAS-JUAZEIRO O Sr. Coronel José Leite de Oliveira dirigiu-nos um telegrama da cidade de Juazeiro, onde se acha atualmente residindo, pedindo-nos que declarássemos não haver fundamento nas notícias largamente espalhadas no sul do Estado e sobre as quais nos deu uma entrevista o reverendíssimo Padre Manuel Carlos, vigário de Umari. Assevera-nos S. S. que não conhece sequer o cangaceiro Joaquim Miguel e nem pretendeu atacar Lavras. Afirma que, consequentemente, o Padre Cícero não interveio no pretenso desarmamento de cangaceiros. Aí fica satisfeito o pedido do Sr. Coronel José Leite. Chegam a Fortaleza 50 volumes de material escolar Acabam de chegar, pelo vapor «Corcovado» e vinda diretamente do almoxarifado da Secretaria do Interior de São Paulo, 54 volumes de mobiliário e material didático que o Professor Lourenço Filho, Inspetor Geral da Instrução, pedira ao governo daquele Estado para a nossa Escola Modelo anexa à Escola Normal. O material antigo será aproveitado na reorganização do Grupo Escolar do Outeiro, o primeiro que será reorganizado nesta capital e que, incorporado aos 2º e 1º grupos, passará a funcionar no magnífico prédio do Boulevard D. Manoel, sede da União do Ceará.
  • BEM ARREPENDIDO Sábado, pelas 9 horas da manhã, o jovem Israel Fernandes de Hollanda, solteiro e contendo apenas 18 anos de idade, tentou pôr termo à existência, detonando contra o estômago um revólver de que se achava armado. O motivo deste ato de desatino foi questão de amor e dores. O infeliz rapaz acha-se em tratamento em sua residência, não sendo seu estado de maior gravidade. A esta hora, curtindo os lamentáveis resultados de seu ato de loucura, há de estar a pobre vítima bastante arrependida da tolice que fez.
  • O SORTEIO DA "EQUITATIVA" A «Equitativa», sorteou, hoje, 33 apólices, inclusive a de número 119.977, pertencente ao Sr. Vicente Ferreira da Ponte, comerciante nesta cidade. A referida sociedade pagará 165 contos, por esses sorteios, aos segurados. A apólice do Sr. Vicente Ferreira da Ponte é do valor de — 5:000$000.

Anúncios, notas e expediente

  • Nota social ECOS Recebemos comunicação de que no dia 1º de julho corrente, foi solenemente instalada a 2ª sessão ordinária da 8ª legislatura desta Assembleia, tendo sido eleita, em sessão realizada no dia 6 do mesmo mês, a seguinte mesa destinada a superintender os trabalhos desta casa: Presidente: Dr. José Lino da Justa. 1º vice-presidente: Mons. Vicente Salazar da Cunha. 2º vice-presidente: Dr. Edgard Augusto Borges. 1º secretário: Dr. José Francisco Jorge de Sousa. 2º secretário: J. Costa Sousa. Suplentes de secretários: Arthur Timóteo e Dr. José Silveira. Recebemos a quantia de 10.000$000 oferecida por um católico, por nosso intermédio, para os pobres da Sociedade Vicentina desta capital. A Diretoria do Distrito Telegráfico recebeu, do Diretor Geral do Rio, o seguinte: CÓPIA — Circular nº 08 de 8 de julho de 1922 da Diretoria Geral dos Telégrafos. Sr. Chefe do Distrito. Tenho grande satisfação em vos dar conhecimento de que o Sr. Ministro da Viação veio pessoalmente a esta repartição agradecer em nome do Governo da República a regularidade, a presteza e a eficiência dos serviços telegráficos e telefônicos desta capital durante os últimos acontecimentos, louvando a dedicação e a lealdade do seu pessoal. P. T. (a) Peixoto — Diretor Geral.
  • Expediente O NORDESTE. Segunda-feira, 17 de julho de 1922
  • Telegrama TELEGRAMAS DO PAÍS A atitude de um diretor de companhias estrangeiras RIO, 10 - As companhias estrangeiras que eram dirigidas pelo Sr. Geraldo Rocha, envolvido na sedição, telegrafaram ao Ministro da Viação, lamentando a atitude do seu ex-diretor, afirmando que não conheciam a sua conduta política. O Presidente da República manda visitar o senador Rui Barbosa RIO, 10 - O Presidente Epitácio mandou visitar o senador Rui Barbosa, enviando-lhe agradecimentos por seu voto favorável à decretação do estado de sítio. O ministro da Marinha visita o Batalhão Naval RIO, 10 — O Ministro da Marinha, Dr. Veiga Miranda, visitou o Batalhão Naval elogiando o modo leal e incondicional porque esteve ao lado do governo. O General Cardoso de Aguiar comandante da Região de Mato Grosso RIO, 16 - Acaba de ser nomeado comandante da Região Militar de Mato Grosso, o General Cardoso de Aguiar. O General Godofredo da Fonseca foi preso. Os demais oficiais revoltosos devem apresentar-se à segunda Região Militar, em São Paulo. Dois oficiais presos RIO, 16 — Foram presos os tenentes Roberto Carreiro de Mendonça e Aristóteles Dantas. A polícia fluminense comandada por oficiais do Exército RIO, 16 — O governo fluminense, de acordo com o Ministro da Guerra, nomeou oficiais do Exército para comandar as companhias da polícia do Estado. Chegam a Belo Horizonte os aviadores portugueses BELO HORIZONTE, 17 — Chegaram, ontem, em trem especial às 9 horas, os aviadores Sacadura e Gago. Sua recepção foi estrondosa. Os pilotos lusitanos deram, no Grande Hotel, uma recepção oficial. À noite, houve um concerto no Teatro Municipal oferecido pelos artistas portugueses Alice Pancada e Alfredo Mascarenhas. As ruas, embandeiradas, tiveram singular concorrência de famílias, tocando nelas diversas bandas de música. Hoje, às 11 horas, realiza-se, na Matriz de São José, solene Te Deum. À tarde haverá um chá dançante, e à noite a entrega dos brindes que a colônia portuguesa vai oferecer-lhes. Amanhã, os aviadores visitarão o Presidente Bernardes. DO EXTERIOR Conselho de "Le Temps” PARIS, 10 — «Le Temps» aconselha às nações europeias a iniciativa do cancelamento das dívidas da guerra, uma vez que não é possível esperar idêntico procedimento dos Estados Unidos. A intransigência bolchevista PARIS, 10 - O Sr. Poincaré, chefe do ministério, ordenou aos delegados franceses, na comissão de peritos de Haia, que regressem, devido à intransigência bolchevista. Os trabalhos da Conferência Econômica HAIA, 11 — Von Kaomenech, presidente da Conferência Econômica, aqui reunida, declarou que, devido à atitude dos soviéticos era inútil prosseguir nos trabalhos da Conferência.
  • Nota social Sociais Aniversários CASAMENTOS! PROJETOS! À diretoria aniversariante enviamos as nossas felicitações.
  • Nota social Fez anos ontem: O nosso amigo Miguel Gurgel, operoso funcionário da Secretaria da Fazenda. Houve, por este motivo, um almoço íntimo em casa de sua residência, a qual concorreram muitos de seus amigos, que o foram cumprimentar. Do ilustre moço e sua excelentíssima família, receberam todos as mais inequívocas provas de seu trato fidalgo.
  • Nota social [...] MARIA STELLA — Temos o prazer de apresentar os nossos parabéns à senhorita Maria Stella de Araújo Serra, pelo transcurso, hoje, de seu feliz aniversário natalício. Fazem anos hoje: A prendada senhorita Adélia de Queiroz, membro das importantes famílias Queiroz e Barreira, de Quixadá.
  • Nota social JOSÉ FURTADO.—De Quixeramobim, onde reside, chegou a esta capital o nosso amigo, Sr. José Furtado, acompanhado de sua digna esposa D. Minerva Pordeus Furtado. —VASCO FURTADO—De regresso de Salva-Vidas, chegou pelo trem de anteontem nosso amigo Sr. Vasco Furtado, funcionário do Telégrafo Nacional. — Para Aracoiaba, seguiu, ontem, em viagem de recreio, a Exma. Sra. D. Maria Leite de Oliveira e a senhorita Adalfisa Leite, irmãs dos nossos amigos Lauro e Júlio Leite. Desejamos-lhes grata estadia naquela localidade. —Vindo de Viçosa, diocese de Sobral, onde é virtuoso vigário, acha-se entre nós o reverendíssimo Padre José Carneiro da Cunha.
  • Telegrama É inútil, São José, [...] operosas, [...] Assim, [...] preencher a voz [...] a ação e o campo de alcance. [...] atividade meritória [...] nas empresas [...] juros [...] por um auxílio [...] pobres. Aspiramos outros bens diretamente [...] prosperidade.
  • Nota social Domingo, 9 do corrente, a simpática agremiação recreativa «Club Caixeiral» levou a efeito, nos espaçosos salões do «Club dos Diários», mais uma das suas encantadoras reuniões íntimas. A essa festa, revestida de muita elegância, compareceu a sociedade fortalezense, tendo as danças se prolongado até a madrugada. Os diretores do mês, cavalheiros de fino trato, prodigalizaram gentilezas a todos os presentes. D. Maria Pinheiro dos Reis e o Sr. Antonio Henoch dos Reis participaram-nos o nascimento de sua filhinha, Leylah, ocorrido no dia 5. Falecimentos Na vila de Iracema, onde residia há longos anos, faleceu o Sr. Manuel Jacinto de Magalhães, tio do inteligente farmacêutico Roque de Macedo.
  • Telegrama [...]
  • Telegrama Informações Lloyd Cinemas & Teatros Majestic (às 7 horas) — 3 filmes em 16 atos: 1º — «Maquiavelismo», em 10 atos; 2º — «O mistério da 13» (reprise da 6ª série), em 4 atos, 3º — «Havia Outrora», comédia em 2 atos. Moderno (uma sessão às 7 horas) — «Romance de um moço pobre», 8 atos, por Pina Menichelli.
  • Telegrama [...] Broche perdido Na Igreja do Carmo, ontem à tarde, perdeu-se um broche de ouro, com uma pedra roxa, rodeada de brilhantes. Será gratificada a pessoa que o levar à rua do General Sampaio, 386, residência de D. Antônia Uchôa.
  • Anúncio Chegou a cerveja HANSEÁTICA, a melhor que se bebe no Brasil, agradável ao paladar e inofensiva à saúde. A cerveja da Moda A MELHOR EXPERIMENTEM! [...]
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