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O Nordeste

Outubro de 1922, página 95 · 7 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • , A água reia [...] inglesa discurso George. gabinete Lloyd George, reunião da coalizada hoje, de qualquer partido siga uma política de economia. u: «Sou partidário das Nações; mas, parte dela os Estados das grandes [...], bem como [...], a Liga não [...] os seus fins, a exterior, disse irá tentar impor pagamento de [...], que esteja além de pagar. rio — continuou — o pacto com a cooperação com a Inglaterra tem as suas próprias, uma [...] no mundo; e cumprimento.
  • Os do novo gabinete no Palácio de [...] recebidos pelo o do «Daily Chronicle» elogiam a organização do novo gabinete, [...] do arco — O governo consulta os financeiros para o problema da estabilização do arco, nomeando uma [...] para esse fim.
  • COLLO DE TACHA- [...] 3, 26 — Está preocupadas as políticas a questão do [...] de Washington, o conflito chileno-peruano. [...] houve violentos [...], parecendo que o [...] rejeitará o protocolo.
  • OS E A QUESTÃO DO ORIENTE CONSTANTINOPLA, 26 — Corre a notícia de que se concentram numerosas [...] na região do Cáucaso. [...] se que a resolução significa sua desaprovação do acordo de Mudania, desejo de exercer pressão sobre os turcos, para que estes participem da conferência de Lausanne, caso o governo soviético nela não seja
  • A Eucaristia e a Medicina Publicamos, linhas abaixo, a magistral conferência, proferidas, que mas referiram em circunstâncias. Refere-se o um [...] no [...] de encerramento, o médico meu amigo que, moribundo, desperta do coma ao meu apelo. Pode pronunciada na sessão solene do encerramento do Congresso Eucarístico do Centenário, na Capital do País, eminente médico e dos Santos. Centenário, na Capital do País, pelo [...] prelado e presente, abalizado jornalista, dr. Antônio Felício, a seguinte com: É uma peça de alto valor científico e literário; damos, pois, para ela a atenção dos que apreciam os gozos de linguagem e a verdade em ciência. Eis a sua íntegra: Dodit fragilibus corporis fermlum. (Do hino do Santíssimo Sacramento) Ouvistes grandes oradores e logo ouvireis outros que com chave de ouro encerrarão este estupendo Congresso, brilhante coroa das festas do Centenário, tão gratas aos nossos corações. Venho intercalar entre esses eloquentes discursos uma simples conversa. Não sou orador nem a matéria se presta a grande eloquência. Mas, então, porque venho eu desafinar o torço? — perguntareis. Eis a minha resposta: A Santa Brígida da Suécia, disse Nosso Senhor que permite os grandes sofrimentos aos bons. Estes são diamantes que Ele "Perguntado porque não sofrem outros bons que praticam a sua doutrina e passam a vida tranquilos e felizes, respondeu Ele que não permite a esses sofrerem porque os conhece: são covardes, desesperariam se sofressem. Eles se salvam, mas não terão a glória dos que sofrem. Mas, observo agora eu, eles não têm culpa por serem covardes e podem querer ter a glória dos que sofrem. Que hão de fazer? Há um meio seguro: o [...] com mais energia... Que beleza! O amor igual à dor! Achava-se um doente afetado de volvo, oclusão intestinal, seguido de peritonite e vômitos fecaloides. Considerou o médico o caso perdido. Só restava um último e duvidoso recurso: a laparotomia para a enterostomia. Tais intervenções cirúrgicas não se podiam praticar na localidade onde estava o infeliz. Iam removê-lo em carro ferroviário para a cidade. O doente quis confessar-se antes. Acudiu ao chamado o vigário (mais tarde, sagrado bispo). Terminada a confissão, disse ao doente o vigário «que trazia consigo o viático, mas que não podia administrá-lo por causa dos vômitos; que fizesse ele a comunhão espiritual. Sabendo o doente que, ali junto dele, no seio do padre, estava o Santíssimo Sacramento, não se pôde conter no desejo de recebê-lo, acrescentando que faria todo o esforço para não vomitar. Era tal o empenho e a piedade do paciente, que o vigário deu-lhe a comunhão. Imediatamente cessaram os vômitos e o doente restabeleceu-se logo. Bem compreendo hoje a prodigiosa e salutar influência das virtudes teologais infundidas pela Eucaristia: a Fé, mais forte que a morte; a Esperança, que a arrosta impávida; a Caridade, que opera milagres! A propósito dos casos aludidos, transcreverei uma bela página do dr. Surbled (Morte e Medicina. T. III-c. 3). Depois de citar curiosas observações de restauração da inteligência nos moribundos, diz o sábio médico: uma inteligência, uma clarividência maior do que no estado normal. Com que arte explicar como a parte psíquica do cérebro funciona melhor quando todos os órgãos e aparelhos estão inertes, estragados definitivamente? E demais, quanto à sensibilidade, à mobilidade e até às funções psíquicas já se não manifestam por nenhum modo, quando apenas entretém a medula [...] piração estertorosa, indicando a próxima asfixia, quando já são imperceptíveis as pulsações do coração, que é o ultimum moriens, provam os casos sobreditos que ninguém pode afirmar ter cessado a inteligência do paciente. Com quanta indignação reprovaria o moribundo, ainda consciente, o assassinato médico? Quanto foi desastrada a intervenção dos narcotizadores que o privaram da rescipiscência conferida ou completada pelos sacramentos, o momento da garantia da salvação que é a Eucaristia, como o provam as palavras terminantes de Jesus Cristo? Para um católico é aquilo um atentado pior que tolher a liberdade de consciência, pois que é a supressão da própria consciência... Não importa para o caso alegar que a inércia do cérebro exclui a persistência da consciência, segundo o aforismo aristotélico — [...] quod non prius fuerit in sensu, porquanto aqueles fatos e o raciocínio bem inculcam a justeza do adendo de Leibniz — Eisi ipse intellectus. Sucedeu há pouco outro caso maravilhoso, atribuível ao efeito da extrema unção. Um dos mais conspícuos brasileiros teve um ataque de uremia que lhe produziu um edema completo, só interrompido por delírio, acompanhado de perturbação circulatória e outros sintomas cerebrais tão graves que desesperavam completamente os médicos. Esperava-se a morte a cada momento. Um sacerdote amigo deu-lhe a extrema unção: imediatamente recuperou o doente a sua inteligência, falando em seguida com pleno bom senso. Esse ilustre cidadão ainda está vivo e restabelecido. Um médico admirou-se da coincidência fortuita: outro, porém, lembrou-lhe que tais fatos não são raros. De tanta importância, sob vários aspectos, sendo a administração dos sacramentos para a vida e para a morte dos doentes, claro é que se deve reprovar a prática da aplicação dos narcóticos, "que só aliviam os doentes despojando-os da consciência moral e do conhecimento do seu estado e do prover aos meios de preparar negócios temporais, possivelmente prejudicando a sua reputação, e especialmente do cuidar na salvação da sua alma." Para atender à inconveniência dos narcóticos, assentou sabiamente o Concílio dos bispos do Canadá, reunido em Quebec, assim providenciar, pelo XXI decreto (De medicorum obligationibus quo ad animas infirmantium): "Considerando que a sorte da alma, quanto à eternidade, depende do último tempo da vida, os médicos deverão se abster de administrar remédios que, sendo de natureza a insensibilizar os doentes, tiram-lhes a faculdade de produzir atos de piedade, privando-os dos últimos momentos que poderiam adquirir ainda, e assim os expõem ao perigo da perda eterna." Incidentalmente lembrei o estigma de infâmia que merece a escola da chamada Eutanásia, que recomenda o assassinato medicinal dos que, insanáveis, sofrem grandes dores ou angústias. Como já disse, a Eucaristia é o único recurso digno para a eutanásia lícita, quando a morte é inevitável, com a vantagem inestimável de permitir e até favorecer a restauração da saúde em casos reputados insanáveis. Porque é preciso não se esquecer que a ciência médica é falível nos seus prognósticos, tanto de cura como de morte, e, portanto, não pode condenar à morte ninguém e menos executar ela a sentença. O aforismo dum "respirar, esperar" é a regra a seguir. Outra abominação que somente assinalarei, por não pertencer diretamente ao assunto, embora a ele se refira por sua natureza anticristã, é o feticídio, com a sua divisão clássica, a provocação do aborto e a embriotomia. Em uma comunicação à Academia Nacional de Medicina, discuti essas questões, demonstrando que a própria ciência tem chegado, em seus progressos tocológicos, às conclusões teológicas: A non occassu, Homo adqui futuras homo erit. Voltando a tratar da influência terapêutica benéfica da Eucaristia, vou examiná-la de modo especial. Os sacramentos da confissão e da comunhão eucarística tonificam todos os doentes, pondo o seu organismo em melhores condições para o exercício das funções, e assim fomentam a vis medicatrix naturae, que é afinal de contas a energia curativa por excelência, e a disputá-la é que tende toda a terapêutica sensata. Como operam os sacramentos para esse resultado? «Suprimindo ou, ao menos, atenuando consideravelmente o medo da morte.» Noventa vezes em cem casos em moléstia mortal, morrem os doentes mais cedo por causa do terror da morte. Em muitos casos graves é este terror que impede a restauração da saúde, por hábeis que sejam os médicos e por solícitos que sejam os assistentes. Não há impressão que mais abale o sistema nervoso do que a do terror. A perturbação daí resultante reflete-se em todas as funções orgânicas. De fato, dependem dos sistemas nervosos cerebroespinal e simpático todos os órgãos; ora, o espasmo da hipertonia do sistema circulatório, por si só, inibindo a natural irrigação sanguínea, bastaria para perturbar o funcionamento dos órgãos, aparelhos e tecidos. Se perdura o terror ou o medo, a nutrição e reparação dos traumas dos órgãos e dos tecidos é prejudicada funestamente. Mesmo quando fugaz, a impressão causada pelo terror é seguida de um colapso enervante e uma prostração que faz perder o tônus necessário às funções orgânicas. Dá-se uma hiperemia passiva, uma estase congestiva, sucedendo à isquemia espasmódica da formidável emoção. Prevalecem-se da alocução desse perigo muitos médicos, para proibirem a assistência do sacerdote junto dele, e mais ainda a administração dos sacramentos. É um erro infelizmente muito ente a arranjar os negócios temporais, olvidando o principal negócio — o único necessário, a salvação da alma! É nessas más condições do organismo que há de o médico dirigir o tratamento e hão de operar os meios terapêuticos. Colocar o doente em boas condições higiênicas é uma indicação primordial. Mas em geral só cuidam os médicos na higiene do corpo, esquecendo a da alma, que fica dominada pela preocupação das consequências da moléstia, e assim anarquizando-se o sistema nervoso. Para remover o pavor da morte não bastam as afirmações categóricas do médico sobre o nenhum perigo da moléstia. O doente sabe que tais afirmações são da tarifa, e sabe mais que a ciência é falível. O melhor alvitre é persuadir o doente de que a morte só é horrível quando se não está preparado para sofrê-lo, quando se receiam as consequências dela. Que, uma vez ajustadas nossas contas, devemos nos entregar calmamente à vontade de Deus, confiando na sua misericórdia e a Ele entregando os que nos são caros e aos quais, assim protegidos, não farão falta. Não é necessário que seja o médico o encarregado de tal exortação, salvo quando ninguém disso se quiser incumbir. É, porém, altamente censurável quando dissuade os amigos ou parentes do doente de aconselhar-lhe os sacramentos, alegando inanuetamente que tal obséquio prejudicará a cura. Nunca vi, bem observando, que daí tenha resultado agravação da moléstia. Para evitar isso, sempre me bastou dizer ao doente que o caso não é para cuidar-se só na alma, conquanto nenhum inconveniente e antes, vantagens haja nos sacramentos, úteis a quem tem fé para a tranquilidade do espírito e melhora a moléstia. Assim me comportava, mesmo quando era livre pensador. Respeitava as crenças alheias, e, como médico, tirava proveito na calma produzida pelos sacramentos, para melhor efeito da medicação. Um médico americano, protestante, cujo nome não me ocorre, escreveu que gostava muito de tratar de doentes católicos, porque, quando a moléstia era grave, recorriam aos sacramentos e ficavam resignados a sararem ou morrerem. «Essa tranquilidade era muito favorável à cura.» O mesmo observei eu, em vez do desânimo hipotético que os incrédulos atribuem à ação dos sacramentos. Insisto, porque é necessário combater um erro de tão graves consequências. Tenho até aqui tratado especialmente das moléstias graves, agudas ou crônicas, com próxima terminação fatal, proponho agora examinar o efeito dos sacramentos em outras circunstâncias. Calham as reflexões [...], aos casos das moléstias [...], rose e a hipertensão. Tímidos, [...] frequente a [...] e os [...] de Cícero e Aristóteles, embora [...] pé, a cuidar dos seus [...], negação e tem o [...] a [...]

Anúncios, notas e expediente

  • Nota social Matriz do Carmo Matriz do Carmo [...] imponente e edificante [...] da comunhão, [...] do catecismo [...] se elevava a mais de [...], sendo que mais de essas crianças se [...] da mesa Eucarística pequena, mas elegante, e literalmente repleta [...], que, na brancura dos vestes, formava um espetáculo empolgante. [...] Essa que foi solenemente [...] cânticos [...] oficiante o [...], auxiliado pelo rev. [...] [...]
  • Expediente O NORDESTE, Sábado, 28 de Outubro de 1922
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