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O Nordeste
Junho de 1923, página 68 · 30 trechos transcritos
Manchetes desta página
- Ao lar! Artigo de Mona. Tabosa Draga — Nas montanhas da Córsega, folhetim semanal.
- Até $200 De mais de $100 até $400 De mais de $400 até $600 De mais de $600 até $800 Até $250 De mais de $250 até $900 De mais de $900 até $750 De mais de $750 até $1.400 [...] ainda que tenha sido emitida ou não (fatura ou nota de venda), de conformidade com os lançamentos respectivos da escrita comercial (Modelo nº 5). § 3º Estes livros, bem como o copiador das faturas, serão apresentados, antes de iniciada a sua escrituração, à repartição fiscal competente, para serem autenticados com a rubrica, em todas as suas folhas, do chefe ou de funcionário por ele designado, e com os respectivos termos de abertura e encerramento, ficando isento do selo de verba. CAPÍTULO VIII Artigo do Imposto Art. 25. O pagamento do Imposto terá lugar por meio de estampilhas adesivas especiais, cuja venda livre se fará pelo modo que o Governo entender mais conveniente, contanto que torne fácil a sua aquisição em todo o território brasileiro, sendo responsabilizados os chefes das repartições da Fazenda que, por não providenciarem em tempo, conforme lhes competir, derem causa à falta de tais estampilhas nas estações arrecadadoras ou onde quer que venham a ser vendidas. Art. 26. As taxas a pagar, calculadas sobre o valor da fatura, nas vendas a prazo, e sobre a importância da compra nas vendas à vista, serão: a) Para as vendas a prazo: $300 $1.000 $1.500 $2.000 e assim por diante, cobrando-se mais $2.000 por $1.400 ou fração que acrescer. b) Para a venda à vista: $100 $200 $300 $400 De mais de $600 a $1.500. [...] no fólio respectivo do recibo a que se refere o § 2º do art. 24º e inutilizadas com a data e assinatura do comerciante ou de quem por ele atue. Em ambos os casos de 1ª e 2ª, a inutilização se fará escrevendo o nome da localidade ao lado e fora da primeira estampilha, e em seguida a data seguida, ou a do mês, e por último, ou a do ano, e, logo abaixo, a assinatura, abrangendo todas as estampilhas, devendo ser repetida sobre a [estampilha] ou estampilhas que não tiverem sido [inutilizadas]. (Continua)
- com a vinda do material que o dr. Lourenço Filho foi adquirir em São Paulo, seja todo ele renovado. Nesta hipótese, o município deve aproveitar o atual para as suas diversas escolas distritais, ainda desprovidas. Do «licença» — Foi transferido, do presidiário agrícola de Canindé para a cadeia desta cidade, um preso condenado a 17 anos. Debochado. Ontem, andava o mesmo, na companhia de dois soldados, a perambular pela cidade, bebendo sua cachaça pelas tabernas. O juiz de direito mandou recolhê-lo à cadeia. O interessante, porém, é que, ao perguntar-lhe alguém o que andava a fazer pelo Quixadá, respondeu prontamente: «Estou de licença por quatro meses...» Coro ordenado, ou será ele? 20/6/1923. (Do Correspondente)
- Um revólver contra [a mulher], que, alta noite, fugira para um capão de mato próximo à sua casa. Interveio, porém, o vizinho e amigo do casal, Francisco Feitosa, que tudo acalmou. Já no dia seguinte, Leitão, entrando a certa hora em casa, armou-se de um revólver, novamente, e em gritos exclama que daquela vez a mulher não escaparia. A vítima clama pelos vizinhos. A mulher de Feitosa e este socorrem ao local. Nisto, achavam-se, em casa de Feitosa, diversos fregueses seus, inclusive José de Almeida, criminoso envolvido em vários processos, já tendo respondido a júri duas vezes, nesta comarca. José de Almeida quis acompanhá-lo também, mas Feitosa opôs-se, seguindo em companhia de seu cunhado Júlio Leitão. Ali, Feitosa desarmou a Leitão, que estava inteiramente embriagado. Mas José de Almeida, apesar da oposição de Feitosa, teimou em ir, entrando em casa pelo lado contrário ao por que o fizera aquele. E, mal Feitosa, desarmado o marido, vai saindo. Almeida desfecha forte pancada na cabeça de Leitão, que cai estendido ao chão. O criminoso fugiu, e até agora não se sabe o paradeiro, nem me consta que o tivessem mandado procurar as autoridades. Quanto à vítima, veio a falecer sábado último.
- Câmara Municipal. — Iniciou-se, anteontem, a sessão ordinária da Câmara Municipal, tendo sido reeleita a mesa, assim constituída: presidente, Manuel Cândido Dantas; vice-presidente, Francisco Queirós Pessoa; 1º e 2º secretários, respectivamente, César G. de Queirós e Juvenal Alves. O prefeito dr. Nilo Tabosa Freire apresentou a mensagem contendo os dados sobre o movimento do município. A mensagem foi distribuída à comissão de finanças. Dela, destaca-se que as rendas municipais apresentam um saldo aproximado de 2 a 3 contos de réis.
- Em nossa edição de ontem, noticiamos que o cel. José Leite, há dias entre nós, hospedado na «Pensão Rendal», está correndo perigo de vida, pois, em Senador Pompeu, no hotel Lalú, dois facínoras aguardam o seu regresso para Juazeiro, além de outros, noutros pontos, conforme aquele cidadão teve denúncia. Ontem, às 10h30 da noite, foram encontrados nas imediações da «Pensão Rendal», o sr. Gentil Augusto Lima e o indivíduo de nome José Vianna, sendo apreendidos dois revólveres e um punhal em mãos do primeiro e um revólver em poder do último. Presidiu a diligência o sr. delegado de polícia da capital, dr. Adaucto Fernandes. No momento da apreensão das armas, caiu na calçada um dos revólveres do sr. Gentil, disparando. Ambos foram levados à polícia, sendo concedida liberdade ao sr. Gentil, a uma hora da madrugada, continuando detido o indivíduo Vianna. Que a polícia saiba agir de modo a evitar que se registrem ocorrências lamentáveis. Compreende-se que tal fato tem ligação com os tristes e dolorosos acontecimentos desenrolados em Lavras, em janeiro do ano passado, os quais, ao todo, já produziram as mortes.
- COMANDANTE LANNES Recebemos, hoje, do sr. major Lannes, comandante da Força [Estadual]. O distinto militar nos dá a notícia de que sua pranteada irmã de Serpa se despede por amanhã para o Rio. Agradecendo a [gentileza], desejamos ao major feliz viagem.
- Festa artística em Quixadá Organizado por distintos elementos do meio social de Quixadá, realizou-se, segunda-feira última, ali, encantador festival artístico, em que tomaram parte moças e meninas da melhor sociedade. Em poucos dias, o bom gosto, dedicação e interesse de alguns conseguiu montar e levar à cena, com pleno êxito, recitativos, cançonetas e comédias, num variado espetáculo, que logrou os aplausos de toda a população da cidade. De fato, esta acorreu, na sua quase totalidade, ao cine-teatro paroquial, enchendo, literalmente, a [sala] de espetáculo. PERSONAGENS: «Procópio do Trapiá» — Francisco Hollanda. «Polidora», a mulher — Francisquinha Nery. «Elisária», professora — Lilinha Amorim. «Miguelina», (negrinha pernóstica) — Áurea Nogueira. Os demais papéis da Comédia foram desempenhados pelas senhorinhas: Marina Enéas, Zulmira Cordeiro, Edith Magalhães, Diva Cavalcante e Áurea Nogueira. PROGRAMA: I — «O Ciumento do Matuto», dueto cômico, pelas senhorinhas: Adahyr Oliveira e Marina Enéas. II — «Tanguinho», cançoneta, pela senhorinha Edah Magalhães. III — «Iluminação», entre-ato cômico, desempenhado pelas meninas: Emília Cavalcante, Antonieta Cavalcante, Almira de Sousa, Elisa Alice e Yayá Cordeiro. IV — «Creadinhas de alto lá», terceto cômico, pelas senhorinhas: Marina Enéas, Diva Cavalcante e Zulmira Cordeiro. V — «O Chefe de Orquestra», cançoneta de grande sucesso. VI — «O Bailado das Cores», pelas meninas, caracterizadas a capricho pelas senhorinhas: Marina Enéas, Adahyr de Oliveira, Edith Magalhães, Emília Pudores, Lavínia, Zulmira Cordeiro, Diva Cavalcante e Luta Dantas. As meninas formaram um grupo harmonioso, que deu, logo, aos espectadores, a impressão do agrado. Que linda seria a festa! IV — «A Buenadicha», dueto lírico, pelas senhorinhas: Marina Enéas e Adahyr de Oliveira. V — «Eu estou dizendo nada?», monólogo, pela senhorinha Aglaê de Sousa. VI — «A Meiundioca e o Almofadinha», dueto cômico, pelas senhorinhas: Francisquinha Nery e Adahyr de Oliveira. No «bailado das cores», as [meninas] [em] apuros, da lavra do festejado intelectual dr. Eusébio de Sousa. O enredo é simples, girando em torno da remodelação do ensino, com a adoção de novos processos, que causam estranheza (ignorância dos matutos), acabando por uma apologia à reforma. «O Canto das Novidades», arranjado para uma loja local, teve o desempenho gracioso da pequenina Elisa Alice, tendo em primeiro [plano] a cançoneta, pela menina Elisa Alice e Yayá Cordeiro. O [número] «O Canto das Novidades», com a sua [representação] de tipos populares e hábitos regionais, feita com muita inteligência. Dos que nela tomaram parte, forçoso é distinguir a atuação de Chico de Hollanda, no papel de «Procópio do Trapiá». Sem exagero, Chico de Hollanda faz um perfeito cel. matuto, quase tão bem como o nosso conhecido Guabiraba, do «Grêmio Dramático». Dir-se-ia, em certos pontos, estar no teatrinho do Calçamento de Messejana, tal é também o talento artístico desse rapaz de Quixadá, que nunca pisara em palco. Esse talento e gênio demonstra-se, ainda no fato de Chico de Hollanda possuir uma intuitiva noção do jogo de cena necessário, de modo que nem um instante, no palco, deixa de entreter os espectadores. Igualmente se houveram muito bem Francisquinha Nery, no papel de «Polidora»; Áurea Nogueira, no de «Miguelina», negra pernóstica; e Lilinha Amorim, no de professora. Tocou, no espetáculo, um harmonioso conjunto musical, denominado, pitorescamente, «Os Batutas de Quixadá». O espetáculo rendeu, sem tirar as despesas, para mais de $400, em benefício da reforma por que está passando a igreja. Consta-nos que vai ser ele levado novamente, com êxito de intento garantido. A 2ª parte do programa, como se vê acima, constou, entre outras coisas, do número «Iluminação». Trata-se de uma crítica leve, feita à iluminação de Quixadá, até pouco de lampiões, e hoje, nem disso... Todos os intérpretes apareciam com lampiões apagados à cabeça, e lamparinas acesas à mão, porque nas ruas da cidade, atualmente, estas são a única iluminação que se encontra. O bailado da «Iluminação» foi, assim, pelo tom regional de que se revestiu, um dos melhores e mais aplaudidos atos do programa. Por último, tivemos a comédia, em um ato, «Professora em Apuros», da lavra do festejado intelectual dr. Eusébio de Sousa. O enredo é simples, girando em torno da remodelação do ensino, com a adoção de novos processos, que causam estranheza (ignorância dos matutos), acabando por uma apologia à reforma. Conforme se vê, uma Farmácia. Os modos da [cidade]. [O] mundo. [etc.], pela «Perfumaria Gaita». «Première» da comédia de enredo local, original do dr. Eusébio de Sousa, «Uma professora apuros». É também a crítica de costa do major Eusébio Thomaz de Aquino, Simplício Leite, José Leite Filho e, posteriormente, a do cel. Gustavo Lima, deputado estadual. Escrevem-nos: Sem diminuir o mérito de quantos participaram nas representações. Certo, a festividade.
- DR. SYLVIO [GOMES] [De volta] do seu passeio, o ilustre sr. dr. Sylvio [Lima], juiz federal. Apresentamos-lhe os nossos cumprimentos de boas-vindas.
- FESTAS EM MONDUBIM Conforme anunciamos, tiveram início ontem, em Mondubim, os tradicionais festejos religiosos, consagrados a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira daquela florescente povoação. Teve lugar a festiva cerimônia do levantamento da bandeira, a que compareceu grande [público]. I — «O Ciumento do Matuto», dueto cômico, pelas senhorinhas: Adahyr Oliveira e Marina Enéas. II — «Tanguinho», cançoneta, pela senhorinha Edah Magalhães. III — «Iluminação», entre-ato cômico, desempenhado pelas meninas: Emília Cavalcante, Antonieta Cavalcante, Almira de Sousa, Elisa Alice e Yayá Cordeiro. IV — «Creadinhas de alto lá», terceto cômico, pelas senhorinhas: Marina Enéas, Diva Cavalcante e Zulmira Cordeiro. V — «O Chefe de Orquestra», cançoneta de grande sucesso. [Beleza], a Zilda Sepúlveda. Nos demais números, cumpre salientar Adahyr de Oliveira e Marina Enéas. A julgar pelos preparativos e pela entrada de ontem, as festas de Mondubim serão admiráveis. [...]
- Instrução pública. — Quanto à instrução pública, Quixadá é um dos poucos municípios do Estado em que se observa tão ativo e animador movimento. O cadastro escolar, cujos dados «O Nordeste» publicou, dava-nos uma porcentagem de, mais ou menos, 40% das crianças em idade escolar que frequentam escolas, número este em que, se há erro, é para menos. Com efeito, Quixadá possuía, quando se iniciou a reforma, além das escolas do Estado, quatro municipais. No ano passado, o município criou mais 10, distribuídas pelos diversos distritos do município. Além dessas escolas municipais, temos agora o grupo escolar, com uma matrícula de 300 alunos; 1 escola da Sociedade Vicentina, subvencionada pelo município; 1 escola noturna da «Aliança Artística / Proletária»; um colégio, dirigido por D. Amélia de Sousa; 1 colégio, organizado pelo promotor da comarca, dr. Alberto Mello, o qual já conta uma matrícula de 60 alunos e vai tornar-se um internato para meninos. Em todas as escolas, o mínimo de frequência é de 20 alunos. O grupo funciona, por enquanto, no edifício da prefeitura. Daí vai mudar-se, dentro em pouco, para um prédio melhor, até que se leve a efeito a projetada construção de um edifício adequado, com todos os requisitos exigíveis, para o seu regular funcionamento. O material escolar, que o ser[viço]...
- A cura da lepra Lemos na «Folha do Norte», de Belém, edição de 12 de maio último, o seguinte: O nosso velho amigo dr. Matias Dachauer mandou mostrar-nos uma carta que recebeu do sr. R. Smith Hughes, residente na vila Santa Isabel, E. F. de Bragança, comunicando-lhe a cura ali praticada de um doente de lepra. O tratamento empregado é sob a forma homeopática, sendo extraído o agente de uma batata que atua como veículo e fortíssimo sudorífico, tendo sido aplicado durante 40 dias, apenas, no paciente. A cura já foi efetuada há três anos e de lá para cá, o sr. Hughes tem trazido o curado sob as suas vistas, fazendo-o trabalhar em derrubadas de mato e plantações. Não foi preciso o emprego de banhos nem de outras aplicações externas. Acrescenta aquele cavalheiro ser, com esta, a 5ª cura que realiza pelo mesmo sistema, podendo afirmar que o paciente logo no décimo quinto dia do tratamento apresenta melhoras sensíveis. Acompanhando a carta a que nos referimos, veio uma cópia.
Anúncios, notas e expediente
- Expediente O NORDESTE. Sexta-feira, 22 de Junho de 1923
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- Nota social ECOS Sociais MYRTIL MEYER. É a data natalícia de um membro do alto comércio da capital. Ao distinto cavalheiro, atualmente na Alsácia, «O Nordeste» envia extensivos cumprimentos à sua família. — Faz anos, o sr. [Bo] Fernandes, auxiliar de Maranguape. Parabéns. — Acha-se em [nossa] capital nosso amigo sr. M. [por] justo motivo do aniversário de sua esposa, Georgina de Castro. Parabéns. — Passa, hoje, o natalício da gentil senhora Gurgel de Lima — uma das mais distintas do nosso meio.
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- Telegrama Telegramas DO INTERIOR Advogados RIO, 21 — O [juiz] preside à audiência da culpa dos acessos de julho por desacato, os srs. Lima e Mário, advogados de grandes oficiais acusados. [Apelo do Governo]. RIO, 21 — O [ministro] da Agricultura dirigiu um apelo a senadores e presidentes para que sejam [construídos] estuários oficiais na Exposição, a fim de ser organizado um mostruário sob a direção da Agricultura, de produtos agrícolas. Congratulações SÃO PAULO, 21 — A Câmara Municipal de Bauru aprovou um [voto] de congratulações ao presidente da República, ministro da Fazenda e do Banco do Brasil, pelo conjunto para a [solução] financeira. Morte de [Delphim] RIO, 21 — Delphim Canuto, [herói] da guerra do Paraguai, [professor] da Escola Politécnica.