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O Nordeste

Setembro de 1924, página 47 · 12 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • A atividade partidária. Brasil tem descido, República, a tamanha degradação e aviltamento, por menosprezo ostensivo aos Interesses da Nação e pelos direitos do povo, foram mais exaltados os adversários do regímen que começam a sentir saudades dos costumes e tempos que, haja combatido com vehemência.
  • Ruy Barbosa, elemento civil de relevo na proclamação da República, morreu penitenciou-se dos exageros contra o Império, e amaldiçoou a política republicana, que degenerou, em essência e verbo, na politiquice, na política e na politiquinha.
  • A república está na iminência desse divórcio perigoso, que será, um dia, a ruína do regímen e, infelizmente, da própria Nação.
  • A agitação impenitente dos últimos annos, as sedições impatrióticas que vimos dominando, demonstram com evidência, que, malgrado as bênçãos dos Céos, não temos conseguido jugular até agora.
  • A razão é que não a superior política de Estado, mas a mesquinha competição dos partidos políticos, que se derruem e arruinam.
  • Discurso do dr. José Peixoto, secretário do Interior, respondia à manifestação que lhe fizeram os collegas do foro, com um bello discurso que interpretava a política.
  • A política, quando se entende a palavra no seu significado científico, não compreende senão as normas severas de justiça e lei.
  • Estou convencido — exclamou o douto auxiliar do actual governo do sertão — que a lei consegue edificar a estabilidade.
  • O estadista não introduz a lei, é neutral; e, onde intervem, é para prevenir e refrear as lesões da lei que se verifiquem.
  • A república tem sido uma dolorosa provação para o povo brasileiro, sendo campo onde contendem interesses e paixões.

Anúncios, notas e expediente

  • Expediente Expediente: Redação e Oficinas: Rua Coronel Bizerra, 181. Proprietário e redator-chefe: drs. Andrade Furtado e José Martins Rodrigues. Administração: A. Afonso Araújo.
  • Expediente Expediente: ANNO III — Terça-feira, 15 de Setembro de 1924. Nº 666.
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