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O Nordeste

Outubro de 1927, página 15 · 34 trechos transcritos

Manchetes desta página

  • O boocado pão, e bocca cheia. — Perdoa-me, se soubesse que causaria prazer, não teria deixado para ti. — Não faz mal, respondeu o soldado. Não venho com fome. A culpa é?... Pois aí estão três outros para aguçar o apetite.
  • Aprendesse aquele ofício há um mês; a administração tudo pôde saber.
  • O jovem duque Hardimont estava Aix, Saboia, a fazer tomar águas famoro cavallo Prince, apanhara palmeira de resfriamento.
  • E acabava almoçar quando, lançando olhar distraído a um jornal, leu a notícia: lastres franceses na batalha de Reichshofen.
  • Bebeu um copo de chartreuse, pôs o guardanapo sobre a mesa, restaurou a ordem, criou o quarto, fez as malas, tomou, em duas horas, o expresso de Paris e correu à repartição de recrutamento para alistar-se no regimento II de linha.
  • O soldado foi levado, aos dezenove ou vinte anos de existência, então, termo e passar às cavalariças e aos anos, à esquadrilha — à moda — à vida estúpida de corridas e boudoirs de cantoras.
  • Circunstâncias a não esquecer: o guerreiro Hardimont morreu da peste em Tunis.
  • No dia de São Luís, João Hardimont comandou as grandes companhias do tempo de Guesclin, e Francisco Henrique Hardimont morreu combatendo em Fonte Noy.
  • O gasto estava escandaloso e os imbecis amores de Lucy Violette.
  • O moço fidalgo, a saber que a batalha tinha sido perdida pelos franceses em território francês, sentiu o sangue subir-lhe ao rosto e experimentou a horrível impressão de ter recebido uma bofetada.
  • Eis a razão: nos primeiros dias de novembro de 1870, tendo entrado em Paris com o regimento da divisão Vinoy, Henrique Hardimont, atirador da terceira e membro do Jockey-Club, achava-se na companhia diante do reduto de Hauts Bruyères, posição fortificada.
  • A pressa, que protegia o câmbio do forte bicêtre.
  • O lugar era sinistro: estrada bordada de árvores magras e rachíticas, atravessando campos leprosos de trabalho; e, à beira da estrada, uma taverna abandonada onde os soldados tinham posto.
  • Tinham ali batido a guarda dias a fio, a metralha tinha destruído as árvores, e os troncos traziam brancas cicatrizes de tiros de espingarda.
  • A casa, a seu aspecto, fazia estremecer; o telhado tinha sido furado por um obus, e os muros pareciam ter sido repintados com sangue.
  • Pipas arrombadas; malhas e bolsas espalhadas pelo chão; um balanço de cordas húmido fazia gemer; inscrições acima da porta, raspadas pelas balas: 'Gabinetes de sociedade - Absinto - Vermute - Vinho a 60 centimes'.
  • Enquadravam um coalho morto, pintado por cima de tacos de bilhar atacados de erisipela.
  • A fita — indo lembrar a ironia cruel da alegria popular aos domingos.
  • E, por cima, o céu de inverno, rolavam grossas nuvens cor de chumbo, um céu colérico, odioso.
  • À porta da taverna, o duque, imóvel, a espingarda a tiracolo, o bonnet nos olhos, as mãos carnudas nas algibeiras das calças vermelhas; e morrendo de frio.
  • Entregue a sombrios pensamentos, o soldado da derrota olhava tristemente a linha dos montes perdidos nas neves.
  • Partia quando, de denotação, a nuvem branca de fumo de um canhão Krupp.
  • De repente, sentiu que estava com fome.
  • Pôs o joelho em terra e tirou do saco, contra o muro, um grande pedaço de pão, munição; e, tivesse perdido a navalha, trincou-o e comeu-o lentamente.
  • Haver comido dois bocados, ficou satisfeito; o pão era duro e tinha gosto amargo.
  • E o pão fresco só distribuído no dia, e ainda, a intendência o determinasse.
  • E, por vezes, dura e triste a tal profissão de soldado; e o duque lembrava daquilo a que chamava almoços higiênicos.
  • Ceia demorada, sentava-se à janela — chão do Café Inglês — a fazer servir — Deus! — simples omeleta, ovos mexidos com espargos.
  • E, errado nos vinhos, conhecendo os hábitos, abria, por precaução, uma fina garrafa de velho Reuil, docemente escondida na cabaça.
  • Carimbai era a vida, e ele não poderia habituar-se à miséria.
  • E, no momento impaciente, o rapaz atirou o resto do pão ao soldado que jazia na lama.
  • Instante na taverna: — Não, senhor, replicou, e não pensa explorá-lo?
  • Trata-se de uma coisa mal feita! Criaturas...!
  • Admirou-se e estou arrependido.
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